Um rio nasce do nada, tal como as estrelas são douradas e o fogo é incandescente. A água corre, enrola-se e serpenteia. Da nascente até à foz. A vida inteira.

Para pensar

domingo, 30 de setembro de 2007

No Vale do Leva (I)

Sinto-me colado à parede de ferro,
forte de invasões à Terra do futuro.
Quero partir de vez mas, mais preso, aqui estou ainda.
Não consigo evitar a constante tentação de sucumbir.
Fiquei parado na esperança que o movimento cesse,
para então embarcar neste cais de um rio seco.
A moda e o conhecimento avançam,
mas cada vez mais a evolução sofre de invalidez.
Quem somos nós que não acompanhamos a rotina do Sol
nem deslumbramos a êxtase da Lua?
Estou à espera de quê?!
Da harmonia que se aproxima, quanta demagogia!
Do futuro em páginas coloridas, memorandos do século da Vinda.
Sei que o selecto espelho da fama engana várias fadas
que os Deuses criaram no seu Universo.
Quem são os verdadeiros autores da Escala da Vida?
Sois Vós, os Mortos.A continuidade já está perdida!

Alexandre Reis (X)

4 comentários:

Sailing disse...

Venho retribuir e agradecer a visita ao Mar de Sonhos.

Um abraço

soraya disse...

Visito vários blogs, e um leva ao outro, e assim vou lendo e apreciando, os inúmeros blogs existentes, alguns mais profundos, que tocam mais à alma da gente, outros nem tanto, mas também tem seu valor. Seu blog, tocou meu coração, parabéns pelas escritas.
Beijos!

Uma insana disse...

Lindo o poema! Você tem o dom das palavras.
:)

Alexandre Reis disse...

São apenas (já é bastante) simpatias...

Obrigado mesmo