Um rio nasce do nada, tal como as estrelas são douradas e o fogo é incandescente. A água corre, enrola-se e serpenteia. Da nascente até à foz. A vida inteira.

Para pensar

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Nenhum ano novo



À beira de um ano novo
acende-se o lume
apaga-se o fogo.
Ateia-se a chama
desvenda-se o ciúme
faz-se tudo de novo.

Fermenta o destino
a labareda do povo
que salta o abismo.
No repique do sino
sente-se o orgasmo
e chega-se ao cume.

Sentado ao lume
sem fogo e com fome
que resta do mundo
para onde vai o Homem?

Alexandre Reis (Z12)

4 comentários:

soraya disse...

Lindo poema.
Realidade da vida.
Tenha um Ano com muita paz, e muita saúde.
Bjos

Aparelho de DVD disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Geraldo Junior disse...

Oi amigo! Belas palavras! De onde vc é?! Sou do hemisfério sul, uma terra chamada cariri! Abraços!

RESSACA disse...

Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.